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Mitologia Japonesa

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MensagemAssunto: Mitologia Japonesa Qua Set 16, 2009 3:33 pm

Significado de kami

O Xintoísmo é um politeísmo. Ou seja, reconhece muitas divindades. O termo usado para as referir é kami . Note-se, todavia, que esta palavra não corresponde exactamente ao que nas religiões monoteístas se entende por deus. Para essas religiões, deus tem um sentido de transcendência e superioridade, habitante de um mundo superior. Também há desses deuses no Xintoísmo, mas o conceito não é suficiente. Kami designa toda a sorte de espíritos invisíveis e poderosos. O termo liga-se etimologicamente ao sentido de supremo, elevado, superior e é preferível a qualquer tradução. Nas escrituras antigas, aparecem outros nomes para designar o divino, mas todos caíram em desuso.

No princípio, kami designava tudo aquilo que era fora do vulgar, tanto divino como demoníaco. Tal carácter foi-se perdendo até, mais tarde passar a designar propriamente o sagrado. Parece haver algum sentido em relacionar os kami venerados em cada aldeia com objectos que tinham um papel preponderante e que foram sendo progressivamente deificados, até se lhes reconhecer carácter sagrado. Hoje em dia, são inúmeros os kami. As escrituras falam de 800 miríades (8 milhões), mas tal número não tem correspondência com a realidade das divindades veneradas. Seja como for, há um grande número de kami, desde os nacionais até aos patronos das aldeias, que muitas vezes nem sequer têm nome: são simplesmente a divindade local.

Tipos de kami

* os kami ligados a forças incompreensíveis da natureza. Qualquer fenómeno detentor de força superior e extraordinária, ou de carácter misterioso, veio a ser venerado como divino. Assim, temos kami relacionados com astros (Sol, Lua, estrelas), com fenómenos meteorológicos (chuva, tempestade, relâmpago), com actividades humanas (alimento, colheitas, arroz). Estes kami são geralmente hierofanias despersonalizadas, ainda que alguns apresentem rasgos incipientes de personalidade. A este grupo pertence o kami considerado mais eminente pelos japoneses: a deusa do Sol, Amaterasu O-mikami, venerada no santuário nacional de Ise, o maior do Japão. Estas divindades dignam-se descer a objectos rituais de forma temporária ou permanente, a instâncias dos fiéis;

* kami relacionados com a fecundidade e o crescimento, com poder criativo e vigoroso, invocados pelos fiéis como defensores da vida, em situações de perigo;

* são também venerados como kami, e este é um aspecto interessante e peculiar do Xintoísmo, alguns seres humanos. Heróis, pessoas que se destacaram aos mais diversos níveis, podem ser considerados divinos e venerados, tendo imensos templos por todo o Japão. A estes há que acrescentar os imperadores, durante muito tempo considerados kami vivos, por descenderem directamente da deusa do Sol. Certos antepassados e fundadores de comunidades foram também divinizados.Há que distinguir, no entanto, divindades de espíritos dos mortos: destes, só alguns podem ser considerados kami.

Há elementos naturais concretos, tais como árvores, rios, nascentes, cascatas, que suscitam a adoração dos fiéis. Nesse caso, porém, não são considerados divindades em si, mas antes sua morada. O kami manifesta-se naquele elemento concreto, e por isso é que ele é digno de veneração. Neste conjunto, merece especial destaque o culto das montanhas. Frequentes no Japão, elas têm particular importância por serem a origem das nascentes, pois a água dos rios é essencial à agricultura. Foram por isso consideradas morada de kami importantes, e como tal veneradas.

Apesar desta diversidade, os kami têm entre si vários aspectos em comum[carece de fontes?]:

* são divindades geralmente vagas, sem personalidade, e incorpóreas, o que lhes permite habitar em vários locais ao mesmo tempo;

* dada a sua grande multiplicidade, nunca são considerados omnipotentes, omniscientes ou absolutos. O Xintoísmo, por isso, reconhece a possibilidade de existência de outras divindades;

* no entanto, os kami são superiores ao homem e têm conhecimento das coisas passadas, presentes e futuras. Exercem domínio sobre a natureza, que podem aplicar em favor do homem. Por isso, o crente dirige-lhes preces, para que se voltem a seu favor.

* têm repugnância por tudo quanto é impuro, pelo que só admitem quem está livre da impureza, lançando castigos sobre quem as provoca

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Izanagi e Izanami

Um casal, que gera todos os outros kamis do mundo, mas quando chega a vez dos kamis do fogo, eles se tornam tão ardentes que matam Izanami. Ela, prometendo retornar, diz que vai para o Submundo e que lá ele não poderia ir, tendo de esperar. Izanagi espera, mas depois de muito tempo resolve quebrar a promessa e vai atrás de Izanami. Chegando no Submundo, vê ela dando luz a vários demônios, enquanto é carcomida por larvas. Ela, percebendo a audácia de seu marido, manda os demônios o perseguirem. Fugindo dos demônios, Izanagi pega o seu pente de ossos que usa para prender o cabelo e o quebra, jogando seus pedaços no chão. Os demônios, famintos, devoram os brotos de bambu que surgiram do pente. Izanagi foge dos demônios, e rolando uma pedra enorme, os prende no Submundo. Izanagi fica furioso por Izanami lhe trair, que usa os poderes do sol e destroi todos os demonios.

Amaterasu e Susanowo

Susanowo, descontente com o império dos oceanos, faz grandes patifarias à irmã, a ponto de a fazer fugir para uma caverna, deixando o mundo na escuridão. Todos os outros kami, reunidos, concebem então um plano para a fazer sair. Com grande alarido, gritos e risos, despertam a curiosidade da deusa solar, que a leva a entreabrir a entrada da caverna. Atraída por um espelho colocado à sua frente, acaba por sair, sendo então fechada a caverna, para a impedir de que entrasse novamente. Garantida de novo a luz, Susanowo é condenado a pagar uma multa e a ser desterrado dos céus. Mais tarde, ele arrepende-se e acaba por presentear a irmã com um esplêndido sabre encontrado no corpo de um dragão.

Susanowo querendo ir ao Ne no Kuni, onde Izanami está, chora e grita causando um grande estrago no universo. Susanowo sobe então ao Takaamahara com seu dragão kuronaya,Takaamahara é governado por Amaterasu e foi chamar a mesma para ir buscar a mãe. Amaterasu pensando que Susanowo quer o Takaamahara para si, pega seu arco e flecha e vai ao encontro de Susanowo.

Susanowo propõe um uquei para provar que suas intenções são boas. Amaterasu concorda. Primeiro, Amaterasu pega a espada de Susanowo e a mastija. Da fumaça expirada por Amaterasu nascem três deusas, as Munakata Sanjojin. Então, Susanowo pega um colar de jóias de Amaterasu e a mastiga. Da fumaça expirada por Susanowo, nascem cinco deuses, todos homens.

Amaterasu diz que os deuses que nasceram por último (homens) foram feitos a partir de um objeto seu, portanto são filhos dela. Amaterasu afirma também que as deusas que nasceram antes são filhas de Susanowo. Todos os deuses dominavam cada um elemento da criação e da destruição, as deusas mulheres uma dominava o ar,outra a luz e a outra a natureza,dos deuses pois o criou usando seu poder e seu rancor mas suas filhas imploram que ele não o destrua então Amaterasu pede que seus filhos purifiquem o dragão, Susanowo faz o mesmo. Então o dragão é purificado e deixa de ser kuronaya para se tornar shironaya . Susanowo prova que seu coração é puro porque suas filhas são gentis deusas. Assim, Amaterasu perdoa Susanowo.

Izumo

Susanowo desce a Izumo nas proximidades de um rio hoje conhecido como Hiikawa. Lá, Susanowo percebe hashis sendo carregados pela correnteza e decide subir o rio. Susanowo encontra o casal de idosos Ashinajichi e Natejichi chorando. O casal tinha oito filhas, porém o monstro Yamata no Orochi vinha uma vez por ano e comia uma de suas filhas. Sua última filha, Kushinadahime estava prestes a ser devorada. O casal então promete a mão de sua filha se Susanowo exterminasse o monstro. Susanowo mata Yamata no Orochi, se casa com Kushinadahime e constrói um castelo para morar com ela.

Um dos descendentes de Susanowo, Ookuninushi, se casa com Suserihime, filha de Susanowo. Ookuninushi e Sukunahikona desenvolvem o Ashihara no Nakatsu Kuni criando as regras da agricultura, medicina e magia.

Ashihara no Nakatsu Kuni

Amaterasu e os outros deuses do Takaamahara declaram que eles deveriam governar o Ashihara no Nakatsu Kuni então governado por Ookuninushi. Vários deuses são enviados a Ashihara no Nakatsu Kuni, mas falham em seu objetivo. Amaterasu pergunta aos deuses quem deveria ser o próximo enviado. Os deuses respondem que deveria ser Itsunoohabari ou seu filho Takemikadzuchi.

Takemikadzuchi e Amenotohibune são enviados ao Ashihara no Nakatsu Kuni. Lá chegando Takemikadzuchi finca a espada Totsuka no Tsurugi no chão. Takemikadzuchi se senta com as pernas cruzadas em cima da espada e diz a Ookuninushi que Amaterasu ordenara que Ashihara no Nakatsu Kuni fosse governado por um de seus filhos. Takemikadzuchi vai então conversar com Kotoshironushi, filho de Ookuninushi e Kotoshironushi se esconde. Vai conversar com outro filho de Ookuninushi, Takeminakata. Takeminakata tenta medir forças com Takemikadzuchi, mas é derrotado.

Amaterasu envia então Takamimusubi para conversar com Ookuninushi. Takamimusubi diz a Ookuninushi que Amaterasu lhe construiria um grande castelo em troca do controle do Ashihara no Nakatsu Kuni. Ookuninushi pede um grande castelo, para seus 180 filhos morarem e depois disso desaparesce. Este castelo é o santuário Izumo Taisha, em Shimane.

Yamasatihiko e Umisatihiko

Yamasatihiko perde a vara de pescar de seu irmão Umisatihiko. Yamasatihiko vai então ao castelo do deus do mar, Kaijin, se casa com sua filha e devolve a vara de pescar do irmão. Yamasatihiko e sua esposa têm a Ugayafukiaezu como filho. Ugayafukiaezu por sua vez tem como flho Kamuyamatoiwarehiko, o imperador Jinmu.
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