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[capitulo 3] A historia do Tibia

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Raygodness
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MensagemAssunto: [capitulo 3] A historia do Tibia Ter Abr 14, 2009 1:53 pm

O Nascimento dos Elementos

Então veio a acontecer que Tibiasula, a essência viva de toda a
criação, nasceu. Era derivada do elemento terra, enquanto que Sula, o
poderoso mar ondulando gentilmente contra a costa de Tíbia, foi criado
do elemento água. O ar ergueu-se sobre a criação e espalhou-se como um
cobertor protegendo sobre tudo, enquanto o fogo veio a estar no
fundamento, aquecendo a terra com suas chamas eternas. Finalmente todos
os elementos colocaram-se em seus lugares para formar o mundo, e cada
parte individual da Deusa estava cintilando com energia divina!
Infelizmente, entretanto, eles eram todos selvagens e impetuosos,
dirigidos por seus impulsos naturais. Estava claro que nenhum deles
havia herdado o gentil espírito de Tibiasula ? a harmonia havia sido
destruída para sempre. Entretanto, Uman e Fardos não desistiram. Eles
decidiram criar algo novo dos elementos, algo que se parecesse com
Tibiasula ou pelo menos honrasse sua memória. Por uma eternidade eles
estudaram os elementos, até finalmente fazerem uma importante
descoberta ? os elementos carregavam consigo sementes de novas
criações, sementes que iriam dar frutos se um dos deuses anciões
unir-se com os elementos. E veio a acontecer que os deuses haviam
finalmente descoberto o segredo da vida.

Fardos foi o primeiro a tentar. Ele uniu-se ao elemento fogo, e o fogo
deu-lhe duas crianças: Fafnar, uma filha, e Suon, um filho. Logo esses
dois deuses tomaram seus lugares de direito na criação. Eles escolheram
viver no céu que se estendia sobre a criação. E então veio a acontecer
que dois sóis ergueram-se sobre a criação para derramar sua luz sobre
ela.

Infelizmente, entretanto, eles eram bem diferentes em seu temperamento,
e eles não se entenderam bem. Enquanto Suon era calmo e atencioso, sua
irmã Fafnar era imprudente e selvagem, e ela descuidadamente devastou o
mundo com suas chamas. Finalmente Suon perdeu a paciência com sua irmã.
Ele atacou-a e uma furiosa luta seguiu-se. Neste combate Suon
prevaleceu porque ele era mais forte que sua irmã, e então Fafnar
virou-se para fugir através do céu, tentando alcançar a segurança do
inferno onde o fogo, sua mãe elemental, vivia. Entretanto Suon seguiu
sua irmã mesmo em seu refugio no inferno, e então Fafnar partiu
novamente cruzando o céu. Suon continuou sua implacável perseguição, e
ele assim o faz até hoje. Esta é a razão pela qual todo dia ambos os
sóis desaparecem no horizonte por um tempo, fazendo a terra cair em
escuridão.

Agora Uman tentou sua sorte. Ele uniu-se com a terra que como sabemos é
chamada de Tibia. E a terra pariu Crunor, o Senhor das Árvores. Este
deus era cheio de graça e vitalidade. Assim como Fafnar, sua prima
caprichosa, Crunor amava sua própria forma, mas ele era mais sábio que
ela e muito mais modesto. Ele logo se tornou um criador de coisas
vivas, porque ele era inspirado pela criação e pela milagrosa dádiva da
vida. Ele fez as plantas a sua própria imagem e colocou-as no corpo da
mãe Tibia, até elas cobrirem toda a sua face como um belo vestido.

Então Fardos uniu-se com o ar, e ele criou Nornur, o Deus do Destino.
Nornur invejou a magnífica forma de Crunor porque ele havia herdado a
forma frágil e delicada de sua mãe, e de fato seu corpo tinha pouco
mais substância do que uma nuvem passageira ou uma canção no vento. Ele
pediu ao seu criativo primo para ajudá-lo a conseguir um corpo sólido
para si, mas não importa quão duro os primos tentaram, eles não
encontraram uma solução. Nornur sempre era o que tinha sido em primeiro
lugar: um deus etéreo, a sombra de uma sombra. Para consolar seu triste
primo, Crunor sugeriu a Nornur que ele deveria pelo menos criar algum
ser vivo que pertenceria a ele, então ele poderia se manifestar em seus
servos. E então veio a acontecer que as aranhas vieram ao mundo,
elegantes e lúgubres criaturas que podiam tecer tênues teias de grande
beleza. Frágeis e fugazes, essas delicadas teias assemelhavam-se a
efêmera forma de Nornur.

Finalmente, Uman uniu-se com Sula, o mar, e essa foi a hora em que
Bastesh, a Soberana dos Mares, foi concebida. Ela era excessivamente
bela, e Uman e Fardos ficaram tristes quando eles a viram, por ela
lembrar-lhes de Tibiasula, a ancestral divina de Bastesh. Mas oh,
deuses! Sua beleza não duraria. Quando Fafnar, a vaidosa deusa-sol,
observou Bastesh, explodiu em ciúmes e atacou-a com toda a fúria de seu
orgulho ferido. Profundamente cravou suas flamejantes garras no
delicado corpo da deusa recém nascida, e se não fosse pelos outros
deuses ela a teria despedaçado. Esse foi o momento em que Suon decidiu
punir sua irmã por seus crimes, e como uma punição justa ela foi
sentenciada a continuar seu vôo eternamente, fugindo através dos céus
de Tibia da fúria de seu irmão. Bastesh, entretanto, nunca se recuperou
totalmente dos terríveis ferimentos infligidos pela sua ciumenta prima.
Sua beleza havia sido arruinada quase imediatamente após ela vir ao
mundo, mas pior ainda eram as cicatrizes que ela levava dentro de si.
Ela cresceu para ser tímida e melancólica, preferindo a solidão
silenciosa do oceano cujo dizem que as águas são salgadas devido as
suas lágrimas incessantes. Entretanto, ainda que ela raramente se
comunique com o mundo exterior sua presença foi revelada pela
abundancia de criaturas marinhas que logo vieram a povoar o oceano.
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